História da Cidade
Origens, Fé e Formação de Candeias
Dos antigos engenhos do Recôncavo Baiano à formação das comunidades, passando pela devoção a Nossa Senhora das Candeias, pelas romarias e pela Fonte dos Milagres.
Petróleo, Emancipação e Desenvolvimento
O marco do Poço Candeias-1 (C-1), em 1941, as transformações econômicas provocadas pela indústria petrolífera e a emancipação política do Município, em 14 de agosto de 1958.
Patrimônio, Memória e Candeias Hoje
Preservação do patrimônio histórico e cultural, formação dos distritos, registros fotográficos e documentais e a consolidação de Candeias como importante município industrial e logístico da Região Metropolitana de Salvador.
História da Cidade
A história de Candeias remonta a meados do século XVI, quando a região integrava as antigas terras de Matoim, importante sesmaria do Recôncavo Baiano. Nesse território desenvolveram-se engenhos como Caboto, Freguesia e Pitanga, ligados à economia açucareira que marcou profundamente a formação econômica, social e cultural da região.
Os engenhos de Freguesia e Caboto destacaram-se durante o período colonial e contribuíram para o desenvolvimento dos primeiros núcleos populacionais. Caboto consolidou-se como importante ponto de apoio ao transporte do açúcar para Salvador, além das atividades de pesca e pequeno comércio.
O ano de 1941 representa um dos maiores marcos da história de Candeias. O Poço Candeias-1 (C-1) revelou uma acumulação comercial de petróleo, tornando Candeias referência nacional na história da exploração petrolífera brasileira. A atividade petrolífera provocou profundas transformações econômicas, sociais e urbanas, atraindo trabalhadores de diversas regiões e acelerando o crescimento da antiga vila.
A implantação da Refinaria Landulpho Alves, em Mataripe, com início das operações em 1950, representou uma nova etapa da industrialização regional. A expansão das atividades de petróleo e refino fortaleceu a economia e contribuiu para o crescimento de Candeias e dos municípios do entorno.
Em 23 de junho de 1952, o então Presidente da República Getúlio Vargas visitou Candeias e as instalações petrolíferas da região. A visita tornou-se um dos episódios simbólicos da história local e da importância de Candeias para o desenvolvimento da indústria nacional do petróleo.
Em 30 de dezembro de 1953, a Lei Estadual nº 628 criou oficialmente o Distrito de Nossa Senhora das Candeias, então pertencente ao Município de Salvador. O reconhecimento administrativo refletia o crescimento populacional e econômico experimentado pela localidade.
Em 14 de agosto de 1958, por meio da Lei Estadual nº 1.028, Candeias foi elevada à categoria de município e desmembrada de Salvador. A emancipação política representou a consolidação de um processo de crescimento intensificado pela atividade petrolífera e pelas transformações econômicas e sociais ocorridas nas décadas anteriores. 14 de agosto é celebrado como a data da emancipação política de Candeias.
Em 1971, foi inaugurado o Museu Wanderley de Araújo Pinho, idealizado por José Wanderley de Araújo Pinho (1890-1967), importante defensor da preservação do patrimônio histórico brasileiro. Instalado no histórico Engenho Freguesia, o museu contribui para a preservação da memória, da cultura e do patrimônio histórico do Recôncavo Baiano.
A partir dos anos 2000, o Porto de Aratu-Candeias passou por importantes processos de modernização e ampliação de sua infraestrutura. Estratégico para a economia baiana, o complexo portuário desempenha papel fundamental no escoamento da produção do CIA e do Polo Industrial de Camaçari, fortalecendo a atividade logística e industrial da região.
Por meio da Lei Municipal nº 652, de 25 de setembro de 2006, foram criados os distritos de Caboto, Caroba, Madeira, Menino Jesus, Passagem dos Teixeiras e Passé, que passaram a integrar oficialmente a organização territorial do Município. Candeias passou, assim, a ser constituída por sete distritos: Candeias, Caboto, Caroba, Madeira, Menino Jesus, Passagem dos Teixeiras e Passé.
A partir de 2022, o Hospital Municipal José Mário dos Santos (Hospital Ouro Negro), passou por um amplo processo de requalificação. As intervenções alcançaram emergência, laboratório, ambulatório, enfermaria, centro cirúrgico, acessibilidade e outras estruturas.
Em 31 de dezembro de 2024 foi entregue oficialmente a Avenida João Isidório, apresentada pela Prefeitura como a maior avenida da cidade e um novo vetor de crescimento urbano de Candeias. A intervenção representa um marco recente na expansão da infraestrutura viária de Candeias.
A modernização do Hospital Municipal José Mário dos Santos (Hospital Ouro Negro), avançou com a terceira etapa de requalificação da unidade. Em agosto de 2025, foi entregue a maternidade totalmente revitalizada, com novos leitos de internação, sala de parto, posto de enfermagem, berçário e renovação das redes elétrica, hidráulica e de gases, consolidando um amplo processo de melhoria da estrutura hospitalar do município.
Um dos espaços mais tradicionais de Candeias iniciou um novo ciclo de transformação em 2025. A Praça de Nossa Senhora das Candeias, no entorno do Santuário e da Fonte dos Milagres, recebeu projeto de requalificação e ampliação para aproximadamente 3 mil m², integrando espaços de convivência, cultura, esporte, lazer, paisagismo e iluminação, valorizando um dos principais símbolos históricos e religiosos da cidade.
Em fevereiro de 2026, foi autorizada a conclusão do Píer Marítimo de Caboto, importante intervenção para uma das comunidades históricas de Candeias. O equipamento busca proporcionar maior segurança para atracação, embarque e desembarque de embarcações, além de favorecer as atividades dos pescadores, o lazer e a relação histórica da comunidade com a Baía de Todos os Santos.
Em agosto de 2026, foi autorizada a reforma do prédio da Prefeitura de Candeias e da Praça dos Três Poderes, marcando uma nova etapa de modernização do centro administrativo do município. A intervenção integra o Programa Candeias 70+ e busca renovar um dos principais espaços institucionais e cívicos da cidade.